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O que é hiperlactação?

02 de maio de 2017 |
Instituto Mãe

por Thais Gonzada, da @babyblissbrasil

 

O senso comum costuma ser o de que ter muito leite é sinal de sucesso com a amamentação, mas será que isso é sempre verdadeiro? Quem já sofreu com a hiperlactação sabe que não é bem assim.

É normal que no momento da descida do leite, que ocorre alguns dias depois da saída do colostro, as mães experimentem um fluxo intenso, que pode até mesmo causar ingurgitamento das mamas e deixa-las doloridas. Isso costuma passar em alguns dias, na maioria dos casos, mas não em todos.

Quando a mulher continua a produzir mais leite do que o bebê demanda, podem ocorrer algumas dificuldades na amamentação: o bebê fica irritado, arqueia o corpo para trás durante a mamada, engasga, regurgita, fica brigando com o peito.

As causas da hiperlactação podem ser características físicas próprias do corpo da mãe, que reage rapidamente aos estímulos, ou provocadas pelo excesso de estímulo das mamas. Nesses dois casos, as dicas a seguir podem ajudar a melhorar esse quadro:

– Evite ordenhar as mamas antes de toda a mamada e só faça isso se perceber que estão muito duras, apenas para aliviar;

– Ofereça o mesmo peito para o bebê mamar até que ele esvazie por completo e só então mude para o outro. Ficar trocando de um seio para o outro vai estimular ainda mais a produção;

– Evite o uso de conchas de silicone. Além de abafarem os seios e criarem ambiente propício a fungos e bactérias, podem, pela pressão, estimular a produção de leite;

– Coloque o bebê para mamar em uma posição mais verticalizada, como a de cavalinho. Isso ajuda o bebê a ter controle sobre a mamada;

– Procure amamentar em uma posição mais deitada, ou de lado, ao invés da tradicional sentada. Isso vai dificultar a ejeção do leite e, consequentemente, diminuir o fluxo;

– Se o bebê engasgar ou largar o peito, aguarde ele se restabelecer e coloque-o novamente para mamar. Coloque ele para arrotar se necessário;

– Os bebês maiores costumam se adaptar às mães com hiperlactação, então não desista;

– Considere ser uma doadora de leite materno, os bancos de leite estão sempre precisando de estoque.

Em todas as situações, é preciso ter equilíbrio e consciência de que a natureza é sábia. Deixe o bebê mamar livremente e, aos poucos, a produção e a demanda serão estabelecidas e a amamentação transcorrerá mais facilmente.

Sabemos que amamentar é um processo natural, mas todas as mulheres que já passaram (ou passam) por isso sabem que não é automático. Envolve aprendizagem e persistência e, sem ajuda, pode ser também doloroso física e emocionalmente.

Se você estiver precisando de ajuda com a amamentação, não espere as coisas piorarem e busque ajuda, seja em um banco de leite ou com uma consultora em amamentação.

Thais Gonzaga
Consultoria em Amamentação e Sono Materno/Infantil
www.babybliss.com.br
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Gravidez