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Instituto Mãe: Estratégias para tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos

05 de abril de 2018 |
Instituto Mãe

Estratégias para tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos, por Dr. Renato Tomioka, @dr.renatotomioka

Instituto Mãe: A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma doença hormonal extremamente comum, acometendo cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Certamente você já ouviu falar da SOP, não é mesmo?

Ela está associada à síndrome metabólica, resistência à insulina, obesidade, aumento dos níveis de testosterona, excesso de pelos (face, braços, abdome, nádegas, costas, raiz interna das coxas), dificuldade de ovular e ciclos menstruais irregulares, levando à infertilidade, diabetes tipo 2 e aumento do risco cardiovascular. Há estudo que também mostram um aumento de riscos durante a gravidez, como abortamento, diabetes gestacional e prematuridade.

Como seria um exemplo típico de SOP? Jovem com 28 anos, com ciclos menstruais a cada 2-3 meses, que não consegue definir o período fértil, está acima do peso e notou que está com pelos em regiões que as amigas não costumam ter, como no rosto e abdome.

O cenário mais comum é vermos essas pacientes usando pílulas anticoncepcionais, que melhoram muitos sintomas e “regularizam” os ciclos menstruais (escrevi sobre isso neste artigo: É verdade que as pílulas anticoncepcionais regulam a menstruação?”)

Porém, para aquelas mulheres que querem engravidar e têm SOP, as pílulas não são uma opção.

Devemos tratar a SOP na base do problema, na raíz: reduzindo a resistência insulínica e sobrepeso/obesidade, com alimentação adequada e atividade física. Um acompanhamento com uma nutricionista funcional pode ser uma estratégia muito inteligente neste momento, levando a correções na alimentação do dia a dia e perda de massa gorda considerável em pouco tempo, além da manutenção da perda de peso a médio e longo prazo (que nem sempre ocorre com o uso de medicamentos para emagrecer). A prática de atividade física frequente, especialmente musculação para ganho de massa magra (o que ajuda na manutenção do peso depois da perda), é um complemento à alimentação adequada e devemos sempre encorajar aquelas pacientes que ainda não se exercitam.

Mas você pode dizer: “Eu tenho SOP e não sou obesa, nem tenho resistência à insulina. O que fazer?”. É verdade. Algumas mulheres são diagnosticadas com SOP mas são magras. Nestes casos, medicamentos que induzem a ovulação, como o citrato de clomifeno e letrozol, podem aumentar a fertilidade e ajudar a engravidar.

Mas, antes de buscar um tratamento, vale confirmar se você tem mesmo SOP: muitas mulheres são diagnosticadas com “ovários policísticos” e na verdade não têm a síndrome. Procure conversar com seu médico, faça os exames necessários e lembre-se de tratar o problema pela raíz.

 

 

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