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02 de fevereiro de 2018 |
Instituto Mãe

E agora? Qual a relação da vacina da febre amarela e a amamentação?, por Ana Lambert, da @anamlambert

Nas últimas semanas, muitas notícias sobre um possível surto de febre amarela no Brasil, alarmaram a população, e é normal que as pessoas se preocupem em saber mais sobre como se proteger.

Muitas mães que ainda amamentam entraram em contato comigo nas últimas semanas para saber qual o risco de manter a amamentação no caso delas serem vacinadas e se realmente há necessidade da vacinação.

Bem, essa informação sobre a necessidade de se vacinar, deve partir do seu médico. O que sabemos é que se você não está em uma área de risco, próximo a parques e áreas verdes onde foram encontrados macacos contaminados, e se seu médico não viu uma necessidade urgente, você pode esperar até o desmame para ser imunizada. Nesse caso, não se esqueça de usar repelentes e para os bebês a melhor proteção é o olhar atento dos pais, uma vez que repelentes são contraindicados para bebês pequenos.

Sabe por que o perigo maior é para quem mora perto dessas áreas, e áreas mais afastadas não há tanto perigo?

É porque os casos de febre amarela identificados foram transmitidos por dois mosquitinhos que só vivem em áreas verdes e eles não sobrevivem por mais de 500 metros de distância das matas. São os mosquitos Haemagogus e o Sabathe. Pois é, desta vez o Aedes aegypti não é o culpado. Pelo menos por enquanto.

O Haemagogus e o Sabathe transmitem a febre amarela silvestre, e é mais fácil de controlar por estarem em uma área de fácil demarcação. A febre amarela urbana, essa sim, é transmitida pelo Aedes, mas por enquanto (e esperamos que continue assim!) não foi identificado Aedes transmissor.

É bem tranquilizador saber que o Aedes, esse mosquitinho que tanto tememos, e que tanto encontramos por aí, não é uma ameaça para febre amarela, não é mesmo?

Mas para alguns casos, a indicação de vacinação para mulheres que amamentam realmente se faz necessária e nesses casos precisamos dar opções para acolher o desejo de continuar amamentando, pois, mulheres que amamentam e tomam a vacina devem suspender a amamentação por 10 dias, pelo risco de contaminação do bebê.

Como consultora de amamentação, posso ajudar a ordenha e armazenamento do leite antes da vacinação, para que o bebê continue recebendo o leite materno no período de supressão do aleitamento. Existem formas alternativas para se dar esse leite para que não cause confusão de bicos no retorno a amamentação livre.

Também não podemos esquecer de orientar a ordenha durante esse período de 10 dias, desprezando o leite ordenhado, para que o corpo continue a produzir leite.

E muito contato pele a pele nesse período!!! O contato pele a pele ajuda a continuidade de produção do leite e contribui para o amadurecimento do sistema imunológico do bebê!
Acreditarmos que tudo volte ao normal após esses 10 dias! Porém, se houver alguma dificuldade, nós, consultoras de amamentação, podemos ajudá-la para que a amamentação volte normalmente sem qualquer prejuízo para você e seu bebê!

 

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