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Instituto Mãe: E essa tal de saúde emocional?

07 de agosto de 2017 |
Instituto Mãe
Instituto Mãe – E essa tal de saúde emocional?, por Fernanda Soraggi, Psicóloga, da @embalomaterno

Quando falamos de saúde, geralmente pensamos em ausência de doenças e, na maior parte das vezes, pensamos em questões relacionadas ao nosso corpo físico. Para além da ausência de doenças, saúde envolve bem-estar e qualidade de vida e, para alcançarmos isso, é necessário cuidarmos do nosso corpo, da nossa mente e das nossas emoções. Quando se fala em saúde emocional, está se falando de muito mais do que apenas ausência de doenças mentais, fala-se sobre o bem estar emocional.

E por que a saúde emocional é tão importante?

Em nossa cultura não valorizamos muito os sentimentos, não temos o costume de entrar em contato com nossas emoções, mas sim, de escondê-las, disfarçá-las ou diminuí-las, sejam elas positivas ou negativas. Assim, muitas vezes, temos dificuldades para nomear alguma emoção que estamos vivenciando e, como resultado, temos dificuldades também para lidar com ela. Fazemos isso tão automaticamente, sem nem percebermos, e reproduzimos com nossos filhos, repreendendo-os ao expressarem algum sentimento que consideramos inadequado para o momento/local, exagerado ou  “forçado”. E é com este tipo de comportamento que nos afastamos de nós mesmos e ensinamos às nossas crianças que elas não devem sentir. O grande problema disso é que, aos poucos, vamos minando nossa saúde emocional e vamos diminuindo nosso repertório para lidar com as dificuldades e chateações que nos acometem.

A maternidade traz uma série de transformações na vida da mulher: desde a transformação corporal da gestação, à mudança da identidade, da percepção de vida e das perspectivas. Todas estas transformações trazem alegrias, mas também geram momentos de ansiedade, dúvidas e medos.

Se não sabemos lidar com nossos sentimentos, como lidar com esta preocupação e estas angústias? Como superá-las e manter a qualidade de vida? Como manter e melhorar o bem estar e a saúde emocional e, em consequência, a saúde no geral?

É essencial olhar para estes sentimentos e emoções, entrar em contato com eles, aprender a nomeá-los (não apenas para lhes dar um código, mas para poder reconhecê-los), dividir as dúvidas e preocupações, procurar pessoas que possam ser uma rede de apoio tanto nos momentos positivos, como naqueles mais complicados.

A maternidade se tornou, em um determinado ponto da nossa história, uma tarefa muito solitária e muito competitiva (quem é mais ou melhor mãe?). Felizmente, nos dias de hoje, percebemos que tem havido um movimento contrário, que busca apoiar as mães, que as incentiva a cooperarem umas com as outras, a trocarem experiências, sem que haja julgamentos. Essa mudança já demonstra algum avanço na busca por uma melhor saúde emocional da sociedade, ainda que timidamente. E certamente isso terá um reflexo positivo no futuro e na saúde emocional dos nossos filhos e netos.

E você? Tem cuidado da sua saúde emocional? Conhece alguém que precise prestar mais atenção a sua própria saúde emocional e, talvez, conhecer mais sobre o assunto? Vamos conversar mais sobre isso nos comentários! Estarei por aqui regularmente escrevendo a respeito disso e te convido a me acompanhar e a compartilhar com quem você acredita que possa se beneficiar.

Abraços,
Fernanda Soraggi

Categorias:
Coisas de mãe