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Instituto Mãe: O dia mais tenso da minha vida

12 de abril de 2018 |
Instituto Mãe

Instituto Mãe: O dia mais tenso da minha vida

Instituto Mãe:  Era uma sexta feira de sol, estávamos indo para nossa casa de campo, no interior de São Paulo, na estrada paramos para almoçar num restaurante que sempre parávamos. Almoçamos e enquanto aguardávamos a conta, o Dudu foi brincar no parquinho do restaurante, ele saiu na minha frente e foi andando, devagar com suas perninhas curtas de 2,5 anos. Eu fui atrás, devagar também pois queria que ele sentisse independência, mas de olho nele. De repente o vi subindo as escadas do escorregador, era daqueles de ferro suuuuper altos devia ter uns 1,80 metros.  A distância eu  calmamente dizia: Espera a mamãe, não desce enquanto eu não chegar. Apertei o passo para chega até ele, mas foi tarde. Ele despencou de lá de cima e quando o peguei no chão suas pernas tremiam e sua boquinha estava roxa por prender o ar.

Assim que o segurei no colo, senti seu braço estranho… saímos às pressas e fomos para Alphaville, era mais perto do que voltar para SP. Ele foi calmo no carro, sem chorar mas segurando o bracinho, chegamos ao hospital e imediatamente fizemos o Raio X.

O diagnóstico: Radio quebrado (galho de árvore) e o Ulna entortou. Passamos com o médico e ele disse que era necessário colocar o braço no lugar, e que para isso me daria 3 alternativas.

1. Anestesia Geral
2. Anestesia Local, seriam 3 picadas
3. Sem nada em pouco segundos


Perguntei ao médico, um jovem doutor que estava de plantão, se fosse seu filho o que você faria?

Dr: Sem nada, mais rápido e sem as complicações de uma anestesia.
Respirei fundo e decidi fazer sem nada.

Foram pouquíssimos segundos, 2 médicos e eu deitada praticamente em cima do meu filho para ele não se mexer. Cantei música o acalmei e quando vimos acabou. O choro dele foi igual do início ao fim.

 O médico engessou aquele bracico micro e quando terminou tudo, Dudu olhou bem pra sua cara e disse: Não quer ir viajar com a gente? As crianças tiram de letra muito melhor que nós, precisamos aprender um pouquinho só com eles também.

E você deve estar se preguntando, mas como você conta isso tudo nessa calma toda? Assim que entrei no carro, me debulhei em lágrimas, me sentia a pior mãe do mundo inteiro, como eu podia ter deixado aquilo acontecer? Hoje eu entendo que aconteceu por que tinha que acontecer e confesso que não por isso me tornei super-protetora, quero que ele cresça livre e saiba que existem limites.


E pra mim, qual a moral da história? Comecei a apertar mais o passo pra chegar sempre junto.

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Coisas de mãe