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Instituto Mãe: Como facilitar a adaptação escolar do meu filho ou filha?

23 de março de 2018 |
Instituto Mãe

Instituto Mãe: Como facilitar a adaptação escolar do meu filho ou filha? por Maria Drummond Gruppi, @pontoomega

Instituto Mãe: Hoje já se sabe que, o quanto antes uma criança tiver a oportunidade de estar na companhia de crianças de mesma idade para brincar, se relacionar, resolver conflitos e enfrentar novos desafios é melhor para ela, principalmente se tudo isso ocorrer no âmbito de uma escola sob a orientação de professores capacitados.


Portanto, ao decidirem colocar uma criança em um berçário, ou em uma escola, os pais têm que estar investidos do desejo de atender às demandas das crianças antes mesmo de atender às demandas do casal e, quando se está seguro do que se deve 
fazer, fica mais fácil convencer-se a si mesmo e ao outro, mesmo
que esse outro seja uma criança.


Preencher os requisitos de idade e tam
anho, por si só, não são suficientes para fazer com que uma criança dê conta de enfrentar, sozinha, os desafios presentes em um berçário ou em uma escola de educação infantil. Na verdade, as crianças precisam saber que os pais apostam nela, apoiam e acreditam que ela será capaz de superar mais esta etapa.


Se a criança ainda é bebê é interessante que a mãe o deixe por alguns instantes, ou algumas horas, com pessoas de sua confiança, como avós, tias e ou madrinha para que a criança váse acostumando, gradativamente, com a ausência dela. Esse afastamento deve ser sempre antecipado para a criança e permeado pela fala da mãe, momento no qual ela diz com quem ela vai ficar e por quanto tempo ela vai ficar sem a mamãe.

No Berçário, como tudo é muito diferente, há muito mais cor, muito mais barulho e muitas pessoas que não fazem parte do universo da criança é importante que a adaptação seja individual, começando com não mais do que 60 minutos e progredindo dia após dia. Se a criança estranhar muito, sejam pacientes, marquem passo, não avancem no tempo, mas não retroajam.


Para crianças a partir de 01 ano a mãe já pode tocar no assunto assim que tiver feito a escolha da escola e, para crianças dessa idade, já vale a sedução por um brinquedo, uma brincadeira, um desafio… A mãe não deve acompanhar a criança até o interior 
da escola. A criança precisa viver esse segundo momento de separação (o 1º foi o parto) e esse 1º conflito: se eu fico com a mamãe eu perco todas as novidades que estão sendo apresentadas a mim e, por outro lado, se eu fico com as novidades eu perco a mamãe…


Esse impasse a criança vai resolver no momento que a mãe conseguir mostrar que ela pode confiar na escola, porque a mamãe confia, e que ela, mamãe, estará sempre esperando por ela para quando ela voltar… A escolha da escola cabe aos pais e não pode ser imputada às crianças que, pela idade, não têm nenhum critério e, sequer, poder de decisão. Muitas são as variáveis que faz com os adultos optem por alguma coisa e não por outra. Portanto, quem
escolhe e decide a escola são os pais e esses não devem depender da opinião de uma criança. Por essa razão, antes da
criança estar matriculada, desnecessário levá-la para visitar a escola. Caso ela não goste os pais vão mudar de opinião?


A escola deve ser apresentada à criança pela professora da criança para que, desde logo, se estabeleçam laços de
confiabilidade entre elas. É natural que, diante do desconhecido, a criança demonstre temor e chore. Esse fato não deve ser visto com grande preocupação por parte dos pais, que devem sempre procurar se colocar no lugar da criança dizendo, que entendem que ela está chorando porque ainda não conhece ninguém, mas que ela vai ser capaz de conhecer e aprender coisas novas e que os pais vão 
esperar por ela, quantas vezes ela quiser voltar para vê-los, e
certificar-se de que eles estão por lá.

Os pais devem se mostrar fortes e seguros para que as crianças tenham em quem se apoiar. Demonstrar fragilidade contribui para aumentar a angustia da criança. Nem sempre a presença de um irmão maior, na escola, ajuda na
adaptação do menor até porque são outros amigos, outros desafios e outros espaços. Cada criança precisa aprender a
conquistar seu espaço, seus amigos fazendo cada um a sua história. A minha história deve ser contada pela minha voz e não pela voz do outro. Compete aos professores envolver a criança convocando-a para as brincadeiras, para ver novos brinquedos e novos amigos.


O vínculo com escola, professores e pais deve ser de boa qualidade e de confiança e os pais devem dar demonstração
clara que estão de acordo com a que a escola está propondo. Temos que ter sempre em mente que cada criança tem um ritmo e uma competência para resolver as suas questões. Esse tempo deve ser respeitado. No entanto, 30 dias é um prazo que, normalmente, atende às necessidades das crianças em geral.

O que garante uma adaptação de sucesso é a confiança que os pais demonstram ter na escola. Esse fato dá segurança para pais e filhos, principalmente quando se trata da escolha da primeira escola. A escola precisa ser acolhedora, precisa olhar para todas as crianças com um olhar singular, não deve abusar da tecnologia e dar ênfase ao olho no olho.

Além disso, precisa ser bem cuidada, ter um espaço que não ofereça riscos para as crianças, como escadas e pisos frios, por exemplo, de forma a conquistar o olhar da criança fazendo com que ela queira fazer parte daquele novo mundo. Adaptação de crianças maiores em outra escola que não a sua tem que ser muito bem discutida com a criança para que ela possa se envolver e se comprometer com a mudança uma vez que envolve perdas de vínculos afetivos e sociais.

 

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Coisas de mãe